"Pardalitos do Choupal"

Associação Académica de Coimbra

Vitor Santos,jornalista d' A Bola já falecido,foi o primeiro a chamar a Académica "Pardalitos do Choupal", em crónica ao jogo da vitória sobre o Benfica por 3 a 1 na época de 1961/1962

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Estádio Cidade de Coimbra

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Inauguração: 29-10-2003
Lotação: 30000


Ano da fundação: 03-11-1887
Rua Infanta D. Maria, 23 - 3030-330
Nº de sócios: 10336 (em 9/7/2007)
Internet: www.academica.oaf.pt

 

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sexta-feira, 29 de setembro de 2006

Bolonha obriga a alterar a praxe *

Numa licenciatura de três anos, como encaixar os actuais seis títulos de hierarquia da praxe: caloiro, semi-puto, puto, quartanista, quintanista e veterano? Estudantes vão ser chamados a dar sugestões. Bolonha também está a mexer com as vivências académicas.

A tradição diz que o estudante da Universidade de Coimbra (UC) vai no carro, momento alto da Queima das Fitas, quando frequenta o penúltimo ano do curso de licenciatura (nalguns casos o terceiro, noutros o quarto).
A tradição diz que é veterano, título mais alto na escala da hierarquia da praxe, quem tiver, no mínimo, mais uma matrícula do que o número de anos fixados para tirar o curso – deve, ainda, estar, ou no último, ou no penúltimo ano da formação.
Porém, a tradição não previa o Processo de Bolonha, que vem reduzir a duração das licenciaturas (1.º ciclo) e, pior do que isso, permitir a coexistência de cursos cujo mínimo de anos de formação necessários para habilitar ao exercício profissional pode oscilar entre os três e os seis (caso da Medicina).
Sendo assim, doravante vai ser possível imaginar que um aluno ostente o grelo na pasta e suba para o carro alegórico logo no segundo ano, ou que, no caso de frequentar um curso de três anos, seja considerado veterano ao atingir as quatro matrículas. Quando, seguindo a mesma lógica, um finalista de Medicina (matriculado, portanto, no 6.º ano), com mais tempo de vida académica, teria um estatuto inferior na hierarquia a praxe.

Os principais problemas que Bolonha coloca aos estudantes, aos professores e às instituições de ensino superior – muitas ainda a discutir as alterações nos cursos, os regimes de acesso ao 2.º ciclo e as regras de transição – não são, logicamente, estes. Mas a verdade é que o processo, que visa harmonizar, até 2010, as formações de ensino superior no espaço europeu, poderá obrigar a mudanças também ao nível dos usos e costumes da vida académica, vulgarmente designados por praxe. Ciente disto, o Conselho de Veteranos vai iniciar um debate, que deverá ser o mais alargado possível, para rever o Código da Praxe.
Quem o diz é o “dux veternorum” da UC, João Luís Jesus, que adivinha um «trabalho complicado» para, por exemplo, «reduzir a evolução da hierarquia da praxe, que assenta em seis títulos principais – caloiro, semi-puto, puto, quartanista, quintanista e veterano – a três anos». Isto, se só o novo 1.º ciclo (que pode ter três ou quatro anos) for tido em conta para a estrutura da praxe.
«Se, pelo contrário, decidir-se que serão os novos segundos ciclos (com a designação de mestrado) a fazerem parte da estrutura normal, basicamente nem sequer há alterações», observa João Luís Jesus, que preside ao Conselho de Veteranos. Segundo diz, «está tudo em discussão».
Para já, o que pode assegurar é que não deixarão de existir as actuais insígnias pessoais – grelo e fitas – podendo, provavelmente, é ser impostas em períodos diferentes.De acordo com o “dux”, «o princípio básico na praxe da UC é que é única, independentemente da Faculdade a que o estudante pertence».
Portanto, embora as «realidades dos cursos venham a ser díspares» nas oito faculdades, o trabalho vai ser feio «de modo a não haver discriminação, nem vantagens [para ninguém] em termos praxísticos», afirma João Luís Jesus.
De acordo com o “dux”, em Janeiro, e depois de ouvir o reitor – «figura que merece o máximo do respeito e a opinião dele é tida em conta obrigatoriamente», explica – os veteranos vão iniciar a discussão, que, «no mínimo, vai demorar meio ano».

Num primeiro momento, a Comissão Permanente do Conselho Veteranos (composta por quatro elementos, incluindo o “dux”) vai recolher as propostas, que podem ser apresentadas por todos os estudantes da UC e que serão, depois, compiladas.De seguida, serão cautelosamente analisadas, para que «todo e qualquer aluno, seja qual for a situação do seu curso, possa usufruir de todas as tradições académicas».A última revisão do Código da Praxe aconteceu em 2001.

*Notícia retirada do jornal Diário de Coimbra