NA ACADÉMICA, UM PRESIDENTE EM GOSTO E VAIDADE ATOLADO

Não se apurou ainda – e acaso jamais será possível fazê-lo – se a recandidatura do Sr. Eng. José Eduardo Simões acresce algo de positivo para a Académica. E o próprio, em gosto e vaidade atolado, comunicou-o na última Assembleia-Geral falando da vergonha, da desonra que se haviam abatido sobre a sua integridade de carácter, honestidade, quiçá, da sua santidade messiânica para a Briosa em contra-ponto aos seus antecessores.
Neste caso, acuso-o de agredir, levianamente, os anteriores Presidentes da Instituição a quem, por igual, devemos honrar – porque todos, sem excepção, dadas as circunstâncias em que actuaram, deram o seu melhor pela CAUSA ACADÉMICA.
Em qualquer caso, e deixando os desenvolvimentos para a história futura, importa agora vincar que o ressentimento do Sr. Eng. José Eduardo Simões não constitui fundamento sério para qualquer argumento eleitoral, nem base apropriada para uma colaboração no presente ou no futuro (caso seja reeleito) dos sócios. Deste modo, a “autoridade” que invoca aparecerá como uma um fenómeno sociológico intrinsecamente “ilícito”, como uma entorse monstruosa que a colectividade AAC/OAF deve repelir porque ofensiva aos seus princípios básicos: valores éticos e morais; respeito pelo passado histórico, respeito por todo e qualquer sócio, seja ele o mais anónimo, seja ele o mais mediático.
Afigura-se indispensável, por isso, se se quiser regressar a uma política cultural ampla e com eficácia e utilidade para todos – cidade, sócios, adeptos, simpatizantes – dotá-la e alicerçá-la, a Briosa, num único objectivo: ACADEMICA UMA CAUSA.
E é assim que tenho posto o meu desacordo à actual Direcção, ora pelo diálogo, ora pela contestação, ora pela “impugnação” da revisão estatutária (ainda não publicada em Diário da República) e consequente repudio de toda e qualquer punição aos sócios, pela “licitude da violência estatutária em função de objectivos particulares ou de grupo”, pelo “terrorismo processual” como arma legitima de afirmação da Direcção, ainda por outros conceitos e processos – condições inexequíveis de perda de mandato, por exemplo.
Haverei então de dizer que está gravemente afectado o mundo Briosa: e no fim de tudo a angústia aparece-me como um dos factores mais expressivos. Acontece que esta angústia trata daquela oposição clássica, e perfeitamente legítima, que é essência da sociedade aberta; porque nunca coloqueinão ponho em causa a legitimidade do mandato da Direcção, agora manchado pela douta sentença do Tribunal de Coimbranem a pretendo e destituir: tento, somente, que uma idêntica autoridade institucional seja exercida por outros homens que fiquem ao serviço de uma outra forma de estar e ser ACADÉMICA.
E chegado a este ponto, estará livre o caminho para tudo o mais. E convirá não esquecer que de tudo o que mude, o que não poderá mudar é o princípio basilar da credibilidade, ou seja, quem por bem se seguir terá que «honrar a função, nunca se servir da função».
Lucílio Carvalheiro
Coimbra, 30.01.2011
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