Carta aberta aos jogadores e técnicos da Briosa

Meus caros amigos,

Um académico que, não obstante, como muitos de vós saberão, beneficiou um dia da gratificante experiência de dirigir a instituição, no que ao seu futebol especificamente dizia respeito.
Nessa altura passámos juntos, nós dirigentes, os técnicos e os atletas da altura, períodos de enorme dificuldade, com escassos meios, mas uma indómita vontade de ter sucesso.
Felizmente tivemo-lo algumas vezes, ainda que nem sempre o tenhamos conseguido alcançar, como e quando desejaríamos.
O futebol é mesmo assim...
Nesta equipa há ainda atletas que decerto recordam esses tempos.
Pedro Roma e Paulo Adriano, entre outros…
Quando assegurámos a manutenção em Chaves, na última jornada da I Liga, em 1997/98, jogando em casa do adversário e chegámos a Coimbra de madrugada, para ser recebidos no engalanado «velho municipal» pelos adeptos, que enchiam as bancadas para festejar connosco, indiferentes ao adiantado da hora.
Quando vencemos a Naval em Coimbra para a festa da subida e fomos recebidos em delírio por cerca de 30 mil estudantes, ali no Palco Principal do Queimódromo, onde decorria a «Queima das Fitas», a 4 de Maio de 2002…
Quando enfim, lutámos, acreditámos, demos as mãos e fizemos das fraquezas forças, dando da Académica uma imagem guerreira, personalizada e briosa…
Nesses tempos, as dificuldades, as angústias, os obstáculos, não eram seguramente menores ou menos significativas que as de hoje.
Já nesses tempos tínhamos árbitros «de faca na liga» contra as nossas cores, ou melhor, a favor de cores adversárias…com os mesmos objectivos.
Já nesses tempos tínhamos atletas, considerados fulcrais para a equipa, impedidos de alinhar em jogos decisivos...
Já nesses tempos sofríamos desilusões transitórias, que tentávamos contornar com a união do grupo, tentando sempre fazer reverter a seu favor, as adversidades…
Ou seja, por muitas deficiências que existissem, por muita dificuldade que houvesse em angariar os meios necessários para estabilizar a equipa – designadamente os financeiros – e por muito que fosse o peso dos nossos adversários, havia nesses tempos força e carácter colectivos e um grupo blindado a um exterior que lhe era as mais das vezes adverso, até porque poucos, muito poucos, na altura, acreditavam...
Nesses tempos transportávamos os objectivos para dentro do campo, por muita que fosse a «tremideira» momentânea, e perdíamos e ganhávamos colectivamente os jogos, porque o espírito era o de um todo e não de uma soma de partes individualizadas…
No que falta jogar do presente campeonato também terá de ser assim!
O decepcionante empate com a Naval (no qual não vale a pena alijarmos culpas próprias, porque podíamos e devíamos ter ganho o jogo, sendo como somos superiores ao adversário) e a escandalosa arbitragem de que fomos alvo, que muito contribuiu para tornar o nosso futuro bem mais difícil, não pode ser condicionante daquilo que temos de alcançar!
Não vale a pena pensar mais nisso, mesmo porque o tempo escasseia e o final do campeonato está à porta…
É altura, ao invés, de nos unirmos todos e de não ficarmos a chorar o «leite derramado».
Por cada atleta impedido de defrontar o Rio Ave terá de entrar em campo um seu substituto que dê tudo de si, mesmo que a rotina de jogo não seja a mesma e que a qualidade até possa considerar-se teoricamente inferior à do habitual titular do posto.
Depois, já com o Braga, as opções do grupo aumentarão e tudo estabilizará, para o importante jogo no Restelo e a eventualmente decisiva – esperemos que não – recepção ao Marítimo...
Nesses jogos, todos teremos de dar o máximo, adeptos incluídos!
Creio que todos saberão que, com isso, poderão seguramente contar...
Para lá de divergências, críticas, pontos de vista diversos sobre a forma como é orientada a equipa e gerida a instituição, está o nosso emblema, afinal de contas aquilo que a todos move, como sempre aconteceu!
Da vossa parte, creio que apenas um punhado de coisas se exigirão, a saber: ambição, concentração, arreganho, garra, generosidade, colectivismo em prol de todo o grupo e dos objectivos a alcançar!
Acreditamos em vós com todas as nossas forças!
E por isso lá estaremos convosco para que nunca se sintam sozinhos...
Os amigos, diz-se, são para as ocasiões!
Não têm seguramente, vós, os jogadores e técnicos da Académica, amigos maiores e mais generosos, nesta hora difícil, do que os adeptos da Briosa e a sua eterna capacidade sofredora...
Acreditem que vamos inundar Vila do Conde e o Restelo e encher o ECC por duas vezes, frente ao Braga e o Marítimo…
Com a nossa força conjunta, o nosso espírito colectivo, a nossa vontade comum, feita força unificadora, vamos seguramente conseguir!
Pouco importa quem escalarão, vós os técnicos, para envergar as nossas camisolas nas quatro «finais» que faltam cumprir.
Pouco importam os interesses desportivos individuais, de vós atletas, daqui para a frente!
Importa sim a instituição, o emblema!
E é por essa instituição e por esse emblema que lá estaremos todos, com a firme certeza de que voltaremos a festejar no fim.
Como fizemos em Chaves quando ficámos in extremis entre os grandes, ou no «municipal» quando, frente à Naval, assegurámos brilhantemente o regresso ao seu convívio...
Felizmente tivemo-lo algumas vezes, ainda que nem sempre o tenhamos conseguido alcançar, como e quando desejaríamos.
O futebol é mesmo assim...
Nesta equipa há ainda atletas que decerto recordam esses tempos.
Pedro Roma e Paulo Adriano, entre outros…
Quando assegurámos a manutenção em Chaves, na última jornada da I Liga, em 1997/98, jogando em casa do adversário e chegámos a Coimbra de madrugada, para ser recebidos no engalanado «velho municipal» pelos adeptos, que enchiam as bancadas para festejar connosco, indiferentes ao adiantado da hora.
Quando vencemos a Naval em Coimbra para a festa da subida e fomos recebidos em delírio por cerca de 30 mil estudantes, ali no Palco Principal do Queimódromo, onde decorria a «Queima das Fitas», a 4 de Maio de 2002…
Quando enfim, lutámos, acreditámos, demos as mãos e fizemos das fraquezas forças, dando da Académica uma imagem guerreira, personalizada e briosa…
Nesses tempos, as dificuldades, as angústias, os obstáculos, não eram seguramente menores ou menos significativas que as de hoje.
Já nesses tempos tínhamos árbitros «de faca na liga» contra as nossas cores, ou melhor, a favor de cores adversárias…com os mesmos objectivos.
Já nesses tempos tínhamos atletas, considerados fulcrais para a equipa, impedidos de alinhar em jogos decisivos...
Já nesses tempos sofríamos desilusões transitórias, que tentávamos contornar com a união do grupo, tentando sempre fazer reverter a seu favor, as adversidades…
Ou seja, por muitas deficiências que existissem, por muita dificuldade que houvesse em angariar os meios necessários para estabilizar a equipa – designadamente os financeiros – e por muito que fosse o peso dos nossos adversários, havia nesses tempos força e carácter colectivos e um grupo blindado a um exterior que lhe era as mais das vezes adverso, até porque poucos, muito poucos, na altura, acreditavam...
Nesses tempos transportávamos os objectivos para dentro do campo, por muita que fosse a «tremideira» momentânea, e perdíamos e ganhávamos colectivamente os jogos, porque o espírito era o de um todo e não de uma soma de partes individualizadas…
No que falta jogar do presente campeonato também terá de ser assim!
O decepcionante empate com a Naval (no qual não vale a pena alijarmos culpas próprias, porque podíamos e devíamos ter ganho o jogo, sendo como somos superiores ao adversário) e a escandalosa arbitragem de que fomos alvo, que muito contribuiu para tornar o nosso futuro bem mais difícil, não pode ser condicionante daquilo que temos de alcançar!
Não vale a pena pensar mais nisso, mesmo porque o tempo escasseia e o final do campeonato está à porta…
É altura, ao invés, de nos unirmos todos e de não ficarmos a chorar o «leite derramado».
Por cada atleta impedido de defrontar o Rio Ave terá de entrar em campo um seu substituto que dê tudo de si, mesmo que a rotina de jogo não seja a mesma e que a qualidade até possa considerar-se teoricamente inferior à do habitual titular do posto.
Depois, já com o Braga, as opções do grupo aumentarão e tudo estabilizará, para o importante jogo no Restelo e a eventualmente decisiva – esperemos que não – recepção ao Marítimo...
Nesses jogos, todos teremos de dar o máximo, adeptos incluídos!
Creio que todos saberão que, com isso, poderão seguramente contar...
Para lá de divergências, críticas, pontos de vista diversos sobre a forma como é orientada a equipa e gerida a instituição, está o nosso emblema, afinal de contas aquilo que a todos move, como sempre aconteceu!
Da vossa parte, creio que apenas um punhado de coisas se exigirão, a saber: ambição, concentração, arreganho, garra, generosidade, colectivismo em prol de todo o grupo e dos objectivos a alcançar!
Acreditamos em vós com todas as nossas forças!
E por isso lá estaremos convosco para que nunca se sintam sozinhos...
Os amigos, diz-se, são para as ocasiões!
Não têm seguramente, vós, os jogadores e técnicos da Académica, amigos maiores e mais generosos, nesta hora difícil, do que os adeptos da Briosa e a sua eterna capacidade sofredora...
Acreditem que vamos inundar Vila do Conde e o Restelo e encher o ECC por duas vezes, frente ao Braga e o Marítimo…
Com a nossa força conjunta, o nosso espírito colectivo, a nossa vontade comum, feita força unificadora, vamos seguramente conseguir!
Pouco importa quem escalarão, vós os técnicos, para envergar as nossas camisolas nas quatro «finais» que faltam cumprir.
Pouco importam os interesses desportivos individuais, de vós atletas, daqui para a frente!
Importa sim a instituição, o emblema!
E é por essa instituição e por esse emblema que lá estaremos todos, com a firme certeza de que voltaremos a festejar no fim.
Como fizemos em Chaves quando ficámos in extremis entre os grandes, ou no «municipal» quando, frente à Naval, assegurámos brilhantemente o regresso ao seu convívio...
Lembram-se meus caros Pedro Roma e Paulo Adriano?
Então transmitam à «malta» que nós SOMOS CAPAZES!!!
A receita meus caros, terá de ser mais uma vez a mesma: saber sofrer, dar o máximo e festejar no fim!
Hoje como nessa altura, pela Briosa tudo vale a pena!
Vamos a eles!
Um forte abraço a todos, nas pessoas do nosso técnico, Prof. Nelo Vingada e do próprio Paulo Adriano, capitão da nossa equipa,
Então transmitam à «malta» que nós SOMOS CAPAZES!!!
A receita meus caros, terá de ser mais uma vez a mesma: saber sofrer, dar o máximo e festejar no fim!
Hoje como nessa altura, pela Briosa tudo vale a pena!
Vamos a eles!
Um forte abraço a todos, nas pessoas do nosso técnico, Prof. Nelo Vingada e do próprio Paulo Adriano, capitão da nossa equipa,
Fernando Pompeu
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