Um contributo diferente
Sobretudo desde que cheguei a Coimbra pelas mãos dos meus Pais.
Como atleta, como técnico, como sócio, assumi sempre um papel interventivo e nunca me refugiei em subterfúgios balofos ou cobardes.
Desde muito novo percebi que estava num clube diferente. Trabalhei com muitos Presidentes (João Moreno, Paulo Cardoso, Jorge Anjinho, Mendes Silva, Fausto Correia, Campos Coroa e José Eduardo Simões, este ainda como director financeiro, para já não falar de dezenas e dezenas de outros vice-presidentes). Escutei, analisei e reflecti o trabalho que todos, com o seu cunho pessoal, desenvolveram na Briosa. Habituei-me a ser um espectador atento e a desenvolver hábitos que fossem ao encontro daquilo que poderia vir a ser o futuro da nossa Instituição. Conheci e trabalhei também (mais ou menos directamente) com muitos técnicos de grande prestígio, como Victor Manuel, Henrique Calisto, José Romão, Victor Oliveira, João Alves, Artur Jorge, entre outros. Enfim, dou graças a Deus, por ter crescido desportivamente no meio de gente adulta, de HOMENS que me ajudaram a perceber o verdadeiro fenómeno do futebol. Lá está, deixei que a velha máxima, ninguém nasce ensinado ou aprender até morrer fizesse parte do meu dia a dia.
Hoje, sinto que os tempos são outros. Poucos são aqueles que ouvem a voz da experiencia, a voz dos anos que nos deram o "background" para podermos discutir e aprofundar determinado tipo de assuntos que nos fariam crescer desportivamente. Uns porque insultam, outros porque já nasceram ensinados e outros ainda porque estão convencidos que a razão é só deles, não escutam, não se deixam escutar, isto é, nem a si próprios se ouvem.
Escrevi aqui nos Pardalitos, talvez em Abril/Maio, um artigo a que dei o título: Pára, escuta e ... reflecte.
Não sou, nem nunca fui um ser acomodado. Exijo a quem trabalha comigo, obviamente respeito, mas acima de tudo capacidade, para me criticar e apontar os erros. Gosto, quem me conhece sabe bem que é assim, de trabalhar com base na confiança total, na liberdade, mas tambem na disciplina , no rigor e fundamentalmente, no método.
Todos sabem que não votei em José Eduardo Simões. Todos sabem que com ele mantive muitas vezes uma relação distante. Tenho motivos. Mas, porque o conheço minimamente, convenci-me que poderia já ter trazido mais rigor e sobretudo o método de que atrás falei. É certo que cumpre financeiramente e isso já é bastante importante. Mas, José Eduardo Simões, quer concerteza muito mais. Ele próprio se interrogará bastas vezes porque não se consegue mais e melhor!
Não me refiro apenas aos resultados desportivos, apesar de grande parte dos sócios só querer ver a bola na rede. Longe disso!
Vamos concretizar:
1- FORMAÇÃO:
Temos os campos do Bolão por concretizar. Brevemente estarão. É o concretizar de um sonho (Coroa e seus pares deixaram-no bem de pé) antigo, de tantos jogadores e técnicos que trabalharam anos a fio em condições muito dificeis. Será por certo um momento muito alto da nossa Instituição e sobretudo no crescimento do futebol juvenil.
2- Residencias
É urgente concluir o espaço de area residencial para atletas, existente no Bolão. É um factor determinante na consolidação da mística de quem cresce connosco e vem sobretudo de outras paragens.
3-Alimentação
Proporcionar aos nossos jovens atletas uma alimentação minimamente saudável e equilibrada será por certo outro dos objectivos a ter em conta não só naquele espaço, criando condições de higiene e de segurança alimentar que os ajudem a concretizar um treino ainda com mais qualidade.
4-Escola.
Sei que não é facil, mas tentar que grande parte dos nossos atletas em cada escalão estudem o mais proximo possivel do seu local de treino ou tenham condições para frequentar horários escolares que lhes permitam iniciar os treinos mais cedo.
5- Modelo de treino/jogo ou modelo táctico?
FUTEBOL PROFISSIONAL:
1- Organização e interacção do Departamento de Futebol.
a) Quem manda?
b) Quem dirige?
c) Quem escolhe quem?
d) Quem decide?
e) Como decide?
f) Com que recursos?
g) Avaliação sistemática.
2-Condições para:
a) Estabilidade -Técnica e classificativa.
b) Crescimento - Qualidade de treino. Mais competitivos.
c) Dinâmica - Entrada e saída de jogadores.
3- Condições de treino.
a) Reflectir sobre o recente mau estado do campo relvado do Bolão.
b) Aquisição de mão de obra qualificada.
c) Melhorar áreas específicas de treino.
4- Prospecção
a) Responsável máximo.
b) Definição de objectivos a curto, médio e longo prazo.
c) Escolher prospectores.
d) Definir zonas de intervenção/observação.
e) Modelo de jogador.
5- Política desportiva
a) Quem a define?
b) Quem a avalia?
c) Quem a concretiza?
6- Gestão dos recursos humanos
a) Regras/regulamento interno.
b) Relação equipa/comunicação social
c) Apróximação equipa/sócios, adeptos e simpatizantes.
d) Código de ética interno.
e)Participação activa dos atletas seniores nos escalões de formação e escolas do concelho/distrito.
f) Interacção com a Academia.
g) Realização de protocolos com clubes da A.F.C. (um clube por concelho).
Este é um pequeno contributo para uma Académica mais forte!
Desde muito novo percebi que estava num clube diferente. Trabalhei com muitos Presidentes (João Moreno, Paulo Cardoso, Jorge Anjinho, Mendes Silva, Fausto Correia, Campos Coroa e José Eduardo Simões, este ainda como director financeiro, para já não falar de dezenas e dezenas de outros vice-presidentes). Escutei, analisei e reflecti o trabalho que todos, com o seu cunho pessoal, desenvolveram na Briosa. Habituei-me a ser um espectador atento e a desenvolver hábitos que fossem ao encontro daquilo que poderia vir a ser o futuro da nossa Instituição. Conheci e trabalhei também (mais ou menos directamente) com muitos técnicos de grande prestígio, como Victor Manuel, Henrique Calisto, José Romão, Victor Oliveira, João Alves, Artur Jorge, entre outros. Enfim, dou graças a Deus, por ter crescido desportivamente no meio de gente adulta, de HOMENS que me ajudaram a perceber o verdadeiro fenómeno do futebol. Lá está, deixei que a velha máxima, ninguém nasce ensinado ou aprender até morrer fizesse parte do meu dia a dia.
Hoje, sinto que os tempos são outros. Poucos são aqueles que ouvem a voz da experiencia, a voz dos anos que nos deram o "background" para podermos discutir e aprofundar determinado tipo de assuntos que nos fariam crescer desportivamente. Uns porque insultam, outros porque já nasceram ensinados e outros ainda porque estão convencidos que a razão é só deles, não escutam, não se deixam escutar, isto é, nem a si próprios se ouvem.
Escrevi aqui nos Pardalitos, talvez em Abril/Maio, um artigo a que dei o título: Pára, escuta e ... reflecte.
Não sou, nem nunca fui um ser acomodado. Exijo a quem trabalha comigo, obviamente respeito, mas acima de tudo capacidade, para me criticar e apontar os erros. Gosto, quem me conhece sabe bem que é assim, de trabalhar com base na confiança total, na liberdade, mas tambem na disciplina , no rigor e fundamentalmente, no método.
Todos sabem que não votei em José Eduardo Simões. Todos sabem que com ele mantive muitas vezes uma relação distante. Tenho motivos. Mas, porque o conheço minimamente, convenci-me que poderia já ter trazido mais rigor e sobretudo o método de que atrás falei. É certo que cumpre financeiramente e isso já é bastante importante. Mas, José Eduardo Simões, quer concerteza muito mais. Ele próprio se interrogará bastas vezes porque não se consegue mais e melhor!
Não me refiro apenas aos resultados desportivos, apesar de grande parte dos sócios só querer ver a bola na rede. Longe disso!
Vamos concretizar:
1- FORMAÇÃO:
Temos os campos do Bolão por concretizar. Brevemente estarão. É o concretizar de um sonho (Coroa e seus pares deixaram-no bem de pé) antigo, de tantos jogadores e técnicos que trabalharam anos a fio em condições muito dificeis. Será por certo um momento muito alto da nossa Instituição e sobretudo no crescimento do futebol juvenil.
2- Residencias
É urgente concluir o espaço de area residencial para atletas, existente no Bolão. É um factor determinante na consolidação da mística de quem cresce connosco e vem sobretudo de outras paragens.
3-Alimentação
Proporcionar aos nossos jovens atletas uma alimentação minimamente saudável e equilibrada será por certo outro dos objectivos a ter em conta não só naquele espaço, criando condições de higiene e de segurança alimentar que os ajudem a concretizar um treino ainda com mais qualidade.
4-Escola.
Sei que não é facil, mas tentar que grande parte dos nossos atletas em cada escalão estudem o mais proximo possivel do seu local de treino ou tenham condições para frequentar horários escolares que lhes permitam iniciar os treinos mais cedo.
5- Modelo de treino/jogo ou modelo táctico?
FUTEBOL PROFISSIONAL:
1- Organização e interacção do Departamento de Futebol.
a) Quem manda?
b) Quem dirige?
c) Quem escolhe quem?
d) Quem decide?
e) Como decide?
f) Com que recursos?
g) Avaliação sistemática.
2-Condições para:
a) Estabilidade -Técnica e classificativa.
b) Crescimento - Qualidade de treino. Mais competitivos.
c) Dinâmica - Entrada e saída de jogadores.
3- Condições de treino.
a) Reflectir sobre o recente mau estado do campo relvado do Bolão.
b) Aquisição de mão de obra qualificada.
c) Melhorar áreas específicas de treino.
4- Prospecção
a) Responsável máximo.
b) Definição de objectivos a curto, médio e longo prazo.
c) Escolher prospectores.
d) Definir zonas de intervenção/observação.
e) Modelo de jogador.
5- Política desportiva
a) Quem a define?
b) Quem a avalia?
c) Quem a concretiza?
6- Gestão dos recursos humanos
a) Regras/regulamento interno.
b) Relação equipa/comunicação social
c) Apróximação equipa/sócios, adeptos e simpatizantes.
d) Código de ética interno.
e)Participação activa dos atletas seniores nos escalões de formação e escolas do concelho/distrito.
f) Interacção com a Academia.
g) Realização de protocolos com clubes da A.F.C. (um clube por concelho).
Este é um pequeno contributo para uma Académica mais forte!
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