COITOS DA ALMA
Na Assembleia estavam sete guarda-costas instruídos para a defesa do chefe, na sala o ar estava perfumado de jasmins, mas uma brisa ligeira agitava a estranha réstia do sentir académico.
Entre nós, estava o Ferraz que me confidenciou que ia falar. Porém, se por um lado gostaria de convidá-lo a calar-se, por outro não era capaz de impedir-me de o escutar, e portanto de encorajá-lo a falar. Não estou a exagerar. Nós, portugueses, temos a obsessão da tragédia. Dizem que foram os gregos a inventar a tragédia (tragédia grega, ouve-se dizer) mas não é verdade. Foram os portugueses que a inventaram, que a vêem em toda a parte. A que tragédia me refiro? A única que se baseia em três elementos que caracterizam os portugueses: o amor, a dor, a hipocrisia. O nosso fado!
O amor. O amor não é nenhum descanso e quando nasce dos coitos da alma pode-se transformar em tragédia. O que eu quero dizer é que quando o Ferraz falou para a Assembleia questionando a Direcção e o seu Presidente, não acusou, não defendeu, relatou um facto que é público. Foi o protagonista de um coito da ALMA ACADÉMICA que sempre provocou dor. A dor sofrida pela conquista da diferença, dos valores e princípios éticos, morais, liberdade, capa ao vento, capa rasgada do povo culto, da elite do pensamento: A ACADEMIA DE COIMBRA.
A dor. A dor que representa para a Académica (hoje) a salada de beringela, as lentilhas da opinião pública ou publicada, a torta da judiciária. Num ápice, saltam os guarda-costas incumbidos de silenciarem o atrevido que ousa ter ALMA ACADÉMICA. Receei que o espancassem, que o prendessem, tal a fúria da investida. A intromissão dos guarda-costas irritou-me, bem como o facto de poder ter visto mais do que receava. O que receava? A entrada em cena da hipocrisia.
A hipocrisia. A hipocrisia é sempre a primeira figura do espectáculo ridículo.
E a hipocrisia entrou no palco; para que o espectáculo ainda fosse mais ridículo, de borla e capelo, a preceito, usada pelo professor catedrático. Estranho. Não faz sentido a hipocrisia representada por um professor catedrático! Algo de errado se passava.
Não estou a exagerar. Tanto assim é que a sala ficou envolvida numa mortalha de silêncio. O Professor Catedrático decerto que iria proferir a oração de sapiência.Psssst…
O que há de cruel – para o professor, é que foi atingido no próprio momento em que pensou ter escapado. A agudeza intelectual do Presidente da Assembleia pô-lo de sobreaviso: não valia a pena inebriar-se, aquela defesa da inocência de pessoa alheia era uma fraude. Ninguém, ali, julgava ou tão-pouco tentava julgar ninguém. Tudo passou, até então, por uma conversa de amor académico.
Moral da história: O Professor Catedrático sempre que agir ou falar publicamente, mesmo que nada tenha a ver com a sua área de conhecimento específico, será sempre avaliado (opinião pública) na elevada escala de respeitabilidade e responsabilidade que o título académico lhe confere.
O arguido sempre que agir ou falar publicamente, mesmo que nada tenha a ver com a sua área de acção especifica, será sempre avaliado (opinião pública) e, neste caso, não só, na elevada escala da responsabilidade que o anátema do termo lhe confere.
E foi por isto e por causa disto que se clamou que na AAC-OAF ainda existe alguém com ALMA ACADÉMICA e este amor pela Académica não é nenhum descanso porque nasce dos COITOS DA ALMA.
Entre nós, estava o Ferraz que me confidenciou que ia falar. Porém, se por um lado gostaria de convidá-lo a calar-se, por outro não era capaz de impedir-me de o escutar, e portanto de encorajá-lo a falar. Não estou a exagerar. Nós, portugueses, temos a obsessão da tragédia. Dizem que foram os gregos a inventar a tragédia (tragédia grega, ouve-se dizer) mas não é verdade. Foram os portugueses que a inventaram, que a vêem em toda a parte. A que tragédia me refiro? A única que se baseia em três elementos que caracterizam os portugueses: o amor, a dor, a hipocrisia. O nosso fado!
O amor. O amor não é nenhum descanso e quando nasce dos coitos da alma pode-se transformar em tragédia. O que eu quero dizer é que quando o Ferraz falou para a Assembleia questionando a Direcção e o seu Presidente, não acusou, não defendeu, relatou um facto que é público. Foi o protagonista de um coito da ALMA ACADÉMICA que sempre provocou dor. A dor sofrida pela conquista da diferença, dos valores e princípios éticos, morais, liberdade, capa ao vento, capa rasgada do povo culto, da elite do pensamento: A ACADEMIA DE COIMBRA.
A dor. A dor que representa para a Académica (hoje) a salada de beringela, as lentilhas da opinião pública ou publicada, a torta da judiciária. Num ápice, saltam os guarda-costas incumbidos de silenciarem o atrevido que ousa ter ALMA ACADÉMICA. Receei que o espancassem, que o prendessem, tal a fúria da investida. A intromissão dos guarda-costas irritou-me, bem como o facto de poder ter visto mais do que receava. O que receava? A entrada em cena da hipocrisia.
A hipocrisia. A hipocrisia é sempre a primeira figura do espectáculo ridículo.
E a hipocrisia entrou no palco; para que o espectáculo ainda fosse mais ridículo, de borla e capelo, a preceito, usada pelo professor catedrático. Estranho. Não faz sentido a hipocrisia representada por um professor catedrático! Algo de errado se passava.
Não estou a exagerar. Tanto assim é que a sala ficou envolvida numa mortalha de silêncio. O Professor Catedrático decerto que iria proferir a oração de sapiência.Psssst…
O que há de cruel – para o professor, é que foi atingido no próprio momento em que pensou ter escapado. A agudeza intelectual do Presidente da Assembleia pô-lo de sobreaviso: não valia a pena inebriar-se, aquela defesa da inocência de pessoa alheia era uma fraude. Ninguém, ali, julgava ou tão-pouco tentava julgar ninguém. Tudo passou, até então, por uma conversa de amor académico.
Moral da história: O Professor Catedrático sempre que agir ou falar publicamente, mesmo que nada tenha a ver com a sua área de conhecimento específico, será sempre avaliado (opinião pública) na elevada escala de respeitabilidade e responsabilidade que o título académico lhe confere.
O arguido sempre que agir ou falar publicamente, mesmo que nada tenha a ver com a sua área de acção especifica, será sempre avaliado (opinião pública) e, neste caso, não só, na elevada escala da responsabilidade que o anátema do termo lhe confere.
E foi por isto e por causa disto que se clamou que na AAC-OAF ainda existe alguém com ALMA ACADÉMICA e este amor pela Académica não é nenhum descanso porque nasce dos COITOS DA ALMA.
0 Comments:
Enviar um comentário
<< Home